sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Os meus livros #3 - Turbulência (Annette Herfkens)

Sinopse
 Quando a jovem Annette Herfkens, uma das poucas traders internacionais em Wall Street, e o noivo embarcaram no voo Vietnam Airlines 474 em Ho Chi Minh City, eram apenas dois passageiros que iam para uma escapadela romântica, alheios ao momento fatídico que destruiria os seus sonhos para sempre. O avião caiu numa montanha, deixando Annette presa na selva vietnamita como única sobrevivente. O que se seguiu foi uma incrível história de sobrevivência, mistério e espírito superior. Nesta história de vida, Annette descreve como sobreviveu oito dias sozinha na selva com apenas água da chuva para sustentá-la. Treze anos depois do acidente, Annette voltou ao Vietname para escalar a montanha, lançando uma nova luz sobre alguns mistérios que se mantinham desde essa altura. Através de flashbacks, Annette revela como usou as lições aprendidas na selva vietnamita para celebrar o seu filho autista na selva de Upper East Side, em Nova Iorque. Este livro inspirador quebra tantas fronteiras como a própria protagonista. Observadora atenta, Annette escreve com humor franco e mordaz sobre a perda, o amor, a resiliência e a espiritualidade de uma forma refrescante e terra-a-terra. O seu livro permite-nos conhecer a mente e o coração de uma verdadeira sobrevivente. 



Turbulência é um grande livro, não pela forma como está escrito, mas pela história que conta, surpreendente, verídica e aterradora. Turbulência descreve uma forma de ver a vida. 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Não se enganam os livros

Escolho sempre, por altura do Natal, um livro para ser o primeiro do ano que se segue, normalmente um calhamaço, porque é uma semana em que tenho sempre um pouco mais de tempo, começo a ler o livro na semana das festas e deixo sempre as últimas páginas para o dia um, desta forma no primeiro dia do ano tenho sempre o meu primeiro livro lido. Desta vez escolhi Destinos e Fúrias, oferecido pela Su no meu aniversário e que ainda não consegui terminar de ler, foi um ano difícil no que a leituras diz respeito, acontece que mais uma vez não consegui, o tempo esgotou-se e Destinos e Fúrias é um livro para ler calmamente e saborear, foi assim que no dia trinta e um decidi começar com Noite, oferecido pela Joana no Natal e foi Noite que terminei de ler no primeiro dia do corrente ano. Não se enganam os livros, Destinos e Fúrias anda comigo, para ler com toda a calma que ele merece, Noite passou a passagem de ano comigo. Nunca faço resoluções de ano novo, mas o início deste ano fez-me pensar nos livros, no amor que lhes tenho e no pouco tempo que lhes dediquei no ano passado, talvez este ano eu tenha uma resolução, que não chega a ser ler mais, isso é o que todos decidem, talvez a minha resolução deste ano seja voltar a ser eu com os livros, a viver em páginas e histórias, a perder-me em letras e emoções. Não se enganam os livros e eles sabem que me fazem muito feliz. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Chuva, frio e paixão

No Sábado saí de manhã para pedalar e depois de umas subidas e de uns trilhos espectaculares começou a chover torrencialmente, o que me fez voltar para casa o mais depressa possível, completamente encharcada e com tanto frio que não o consigo descrever ou explicar. No Domingo voltei a sair bem cedo, à procura dos restos da neve e do granizo que caíram no sábado ao final do dia, lá em cima, no topo das minhas montanhas, desta vez sem chuva, o frio voltou a congelar-me o corpo, especialmente os pés, as mãos e o rosto desprotegido. Em ambos os dias cheguei a casa a tremer, de corpo frio, molhado, congelado, de sorriso no rosto e de alma quente. É paixão. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Os meus livros #2 - Hotel Íris (Yoko Ogawa)


Sinopse

Mari e a sua mãe são proprietárias de um pequeno hotel à beira-mar. É um hotel modesto, mas bem gerido e está quase sempre completo. Mari toma conta da recepção todas as noites e, como em todas as noites, a tranquilidade e o silêncio reinam no pequeno hotel. De repente ouvemse gritos, insultos — proferidos por uma mulher que sai agora do quarto de um dos seus hóspedes mais discretos. Mari fica impressionada com a cena e, inconscientemente, com a elegância e distinção deste homem quase velho, acusado dos piores desvios. Alguns dias mais tarde cruzar-se-á com ele na rua e começará a seguilo. O homem que inicialmente apenas a intrigou, tornar-se-á uma obsessão e objecto do seu desejo.

Hotel Íris conta uma história de amor sem limites entre a jovem Mari e o velho tradutor, transcendendo desta vez a atmosfera alusiva que caracteriza outras obras de Yoko Ogawa. 





Hotel Íris é um livro que prende e assusta, contando uma história não de amor como pode parecer, mas de obsessão. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Inventário

Esta casa tem uma Loira, duas bicicletas, duas gatas, uma colecção com cerca de noventa jerseys de ciclismo, centenas e centenas de meias e mais de duzentos e cinquenta livros. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Os meus livros #1 - Noite (Elie Wiesel)



Sinopse


Nascido no seio de uma família judia na Roménia, Elie Wiesel era adolescente quando, juntamente com a família, foi empurrado para um vagão de carga e transportado, primeiro para o campo de extermínio, Auschwitz, e, depois, para Buchenwald. Este é o aterrador e íntimo relato do autor sobre os horrores que passou, a morte dos pais e da irmã de apenas oito anos, e da perda da inocência a mãos bárbaras. Descrevendo com grande eloquência o assassínio de um povo, do ponto de vista de um sobrevivente, Noite faz parte dos mais pessoais e comovedores relatos sobre o Holocausto, e oferece uma perspectiva rara ao lado mais negro da natureza humana. 






Noite foi a prenda de Natal da Joaninha e foi o livro com o qual terminei o ano velho e comecei o ano novo. Mais uma emocionante e comovente história sobre o Holocausto, por muito que leia sobre o assunto nunca me canso, nunca acho que me vou surpreender, nunca deixo de ficar tristíssima, nunca deixa de parecer que é, que foi irreal. Este é mais um testemunho da capacidade de sofrimento e de sobrevivência do ser humano.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Preta mais Preta não há


Alice chegou-me à porta de casa a chorar, em circunstâncias muito tristes, no fim de semana natalício e não sairá mais, é nossa, minha e da Julieta que embora a tenha querido assassinar nos primeiros dias agora a adora de paixão e passa os dias a lamber, a dar mimos e a abraçar a companheira de traquinices. Alice era brava, era selvagem, comia como se não houvesse mais comida no mundo, reclamava dos mimos e do colo, mostrava as garras e os dentes a cada minuto e vivia independente, como se fosse sozinha no mundo. Uns dias connosco e já pede colo, já agradece com mimos, já brinca, já dorme profundamente abraçada à Julieta ou em cima do meu pescoço, já me espera à porta de casa e recebe com saudades, tal e qual a Julieta, já me olha com olhos meigos e o mais importante de tudo, já ronrona. Ronrona como nunca ouvi a Julieta, tão alto e durante tanto tempo que é difícil explicar e acreditar, às vezes acho que tem o motor da felicidade avariado esta pretinha, ela e nós, que nos apaixonamos perdidamente por ela. Preta mais Preta não há, e é minha.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O último dia antes de 1982

Em jeito de balanço que nunca o chega a ser verdadeiramente, porque além de não ter grande paciência para isso acho que a vida apesar de ser feita de recomeços não são as datas que os ditam, mas algo dentro de nós, olho sempre discretamente para trás, como uma pequena despedida, como uma porta que se fecha e escolho uma palavra para o meu ano que acaba.
Em 2017 renasci, tive de aprender a viver com as minhas escolhas e adaptar o meu eu a tudo o que fiz mudar em 2016. Renasci em todos os sentidos, mas nunca deixei de ser eu. Perdi pessoas pelo caminho, enfrentei o mundo e segui o meu coração, segui o trajecto que escolhi para mim, mas tive de renascer para o percorrer.
No dia anterior à passagem de ano de 2017 para 2018 fui a uma grande festa, a passagem de ano de 1981 para 1982, quem pensou na festa e em tudo o que a envolvia não podia imaginar que além do sucesso que foi, este era também o momento de escolha da minha palavra do ano, afinal 1982 é o meu ano e se passei o meu 2017 a renascer isto só podia ser um sinal de renascimento, a minha palavra do meu ano velho, escolhida ali, entre o último dia de antes de 1982 e o último dia antes de 2018. Em 2017 renasci, mas nunca deixei de ser eu, olá 2018, olá nova Loira, a Loira de sempre. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

2017, o grande post

Comecei o ano a pedalar, a ler, a reler-me, a ver e a escrever, a ouvir a chuva a cair, fiz uma aposta no futuro e afirmei convicta que queria sempre mais, Janeiro prometia um ano em grande.
Em Fevereiro sujei-me como sempre, como nunca, colori a minha vida e apaixonei-me por aquilo que já era meu, atingi a meta dos 35, digamos que foi o ano da mudança.
Em Março pedalei na neve e diverti-me como nunca, descobri capacidades que desconhecia e apaixonei-me profundamente por algo que agora é muito meu, muito minha, o filme da minha vida a repetir-se. Despi as calças para começar a marcar a pele de paixão e pousei para a fotografia, assim continuei, o resto do ano, o resto do tempo. Em Março mostrei que era a mais fashion de todo o sempre e inspirei-me. Em Março adormeci rascunho, acordei poesia.
Em Abril senti-me doente, do corpo e da alma, tracei um mapa só meu e apaixonei-me pela vida. Parti para uma grande viagem e cheguei ao meu destino como nunca. A meta é viver, disse a Loira.
Comecei o Maio a afirmar que cada meta é um novo ponto de partida. Recordei e continuei com o meu bloqueio de leitora que me adoece a alma, fui buscar um objecto que me traz felicidade, que é paixão, continuei a minha missão de assassinar plantas e percebi que há demasiado assassinos a sério por metro quadrado nas nossas estradas, criei um novo blog que ainda está adormecido mas que vou, vamos fazer acordar em 2019 e meti-me numa aventura sem pedais, tive saudades da blogosfera de antigamente. Terminei o Maio a afirmar que planear é um pequeno intervalo entre o sonhar e o viver. Em Maio estava inspirada.
Em Junho acordei com os passarinhos, organizei os livros lidos e conquistei a montanha da minha vida outra vez. Preparei os alforges e parti para a grande, a enorme aventura do ano. Trouxe comigo muitas coisas mas deixei por lá muitas mais, esta viagem quebrou um ciclo, há coisas na vida nas quais não vale a pena insistir.
Em Julho não estava inspirada, talvez a certeza que me trouxe o Junho ajudasse a isso. Ainda assim continuei a viver as minhas aventuras, ainda que sem vontade de as escrever e descrever.
Comecei o Agosto calmamente e foi calmamente que o terminei, a meio parti para uns dias muito especiais e os últimos dias trouxeram-me um presente há muito esperado.
Em Setembro voltei à rotina, mas ainda tive tempo de voltar a locais que me estão gravados na alma e no coração, publiquei algo que escrevi com todo o amor e pensei naquilo que tinha deixado de calcular, mostrei ao mundo as minhas marcas de pele e voltei a viver as montanhas. Em Setembro chegou a Julieta, um ser muito especial que me fez apaixonar perdidamente.
Em Outubro fiz turismo e maratonas, tive muito medo pela Julieta e tive a sessão fotográfica aos dois objectos da minha paixão. Preenchi quadros em branco, entristeci-me pelas montanhas e fui viver nelas um pouco mais, ainda que de coração pesado.
Em Novembro recebi o frio com chá, livros e meias, recebi a Su para um fim de semana super especial e vivi nas estradas secundárias de forma muito especial. Em Novembro li como não o fazia há muito e isso fez-me muito feliz.
Em Dezembro montei um Natal único e especial e fiz uma dieta que não esperava, terminei o ano de sorriso metálico e a receber em casa mais um ser muito especial, a Alice, agora a Julieta já não passa os dias sozinha e eu apaixonei-me a dobrar, foi uma grande prenda de Natal.
2018 já começou, mas ainda me falta escrever algumas coisas sobre 2017, um último post, os últimos pensamentos, uma espécie de balanço que não o chega a ser.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Um ano em fotos

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Novembro

Dezembro

Dezembro

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Um ano em livros


Um ano em páginas

Em 2017 li 9800 páginas.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Os meus livros #40 - Até ao fim do Mundo (Amy Bloom)

Sinopse

No início do séc. XX, Lillian viaja para os Estados Unidos determinada a esquecer os horrores por que passou na Rússia, onde a filha e a família foram chacinadas num bárbaro massacre. Em Nova Iorque, instala-se num apartamento pago pelo amante onde vive um tempo de bonança que nunca tinha imaginado ser possível. Mas quando sabe que a filha pode estar viva algures na Sibéria, Lillian inicia uma longa e perigosa odisseia. Na infindável jornada que a leva de Nova Iorque até ao Alasca, Lillian conhece personagens que revelam os mais comoventes e repulsivos instintos do ser humano. Até ao Fim do Mundo é um romance de uma beleza descritiva invulgar, onde Amy Bloom revela um perspicaz conhecimento do que somos capazes de alcançar no limite da sobrevivência.

Excertos 

"Toda a gente tem duas memórias. Aquela de que consegue falar e a outra que está colada por baixo dessa, a marca, negra como alcatrão, daquilo que aconteceu."

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Natal multiplica

Embora eu saiba que isto é incompreensível para alguns, porque também eu já fui assim, a chegada da Julieta está na lista das melhores coisas que aconteceram este ano. Apaixono-me todos os dias mais um bocadinho por ela e até agora, na forma como acolheu a Alice me conseguiu surpreender. Pessoas, esta criatura minúscula ao lado da Julieta é a Alice. Alice, estas são as pessoas. A Alice apareceu à porta do meu apartamento a chorar, em circunstâncias muito tristes e estranhas, que não vale a pena perder tempo a mencionar e ficou, ficou para sempre porque agora é nossa. O Natal multiplica, aqui está a prova, a Alice foi a prenda que este Natal me deu.