quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

2017, o grande post

Comecei o ano a pedalar, a ler, a reler-me, a ver e a escrever, a ouvir a chuva a cair, fiz uma aposta no futuro e afirmei convicta que queria sempre mais, Janeiro prometia um ano em grande.
Em Fevereiro sujei-me como sempre, como nunca, colori a minha vida e apaixonei-me por aquilo que já era meu, atingi a meta dos 35, digamos que foi o ano da mudança.
Em Março pedalei na neve e diverti-me como nunca, descobri capacidades que desconhecia e apaixonei-me profundamente por algo que agora é muito meu, muito minha, o filme da minha vida a repetir-se. Despi as calças para começar a marcar a pele de paixão e pousei para a fotografia, assim continuei, o resto do ano, o resto do tempo. Em Março mostrei que era a mais fashion de todo o sempre e inspirei-me. Em Março adormeci rascunho, acordei poesia.
Em Abril senti-me doente, do corpo e da alma, tracei um mapa só meu e apaixonei-me pela vida. Parti para uma grande viagem e cheguei ao meu destino como nunca. A meta é viver, disse a Loira.
Comecei o Maio a afirmar que cada meta é um novo ponto de partida. Recordei e continuei com o meu bloqueio de leitora que me adoece a alma, fui buscar um objecto que me traz felicidade, que é paixão, continuei a minha missão de assassinar plantas e percebi que há demasiado assassinos a sério por metro quadrado nas nossas estradas, criei um novo blog que ainda está adormecido mas que vou, vamos fazer acordar em 2019 e meti-me numa aventura sem pedais, tive saudades da blogosfera de antigamente. Terminei o Maio a afirmar que planear é um pequeno intervalo entre o sonhar e o viver. Em Maio estava inspirada.
Em Junho acordei com os passarinhos, organizei os livros lidos e conquistei a montanha da minha vida outra vez. Preparei os alforges e parti para a grande, a enorme aventura do ano. Trouxe comigo muitas coisas mas deixei por lá muitas mais, esta viagem quebrou um ciclo, há coisas na vida nas quais não vale a pena insistir.
Em Julho não estava inspirada, talvez a certeza que me trouxe o Junho ajudasse a isso. Ainda assim continuei a viver as minhas aventuras, ainda que sem vontade de as escrever e descrever.
Comecei o Agosto calmamente e foi calmamente que o terminei, a meio parti para uns dias muito especiais e os últimos dias trouxeram-me um presente há muito esperado.
Em Setembro voltei à rotina, mas ainda tive tempo de voltar a locais que me estão gravados na alma e no coração, publiquei algo que escrevi com todo o amor e pensei naquilo que tinha deixado de calcular, mostrei ao mundo as minhas marcas de pele e voltei a viver as montanhas. Em Setembro chegou a Julieta, um ser muito especial que me fez apaixonar perdidamente.
Em Outubro fiz turismo e maratonas, tive muito medo pela Julieta e tive a sessão fotográfica aos dois objectos da minha paixão. Preenchi quadros em branco, entristeci-me pelas montanhas e fui viver nelas um pouco mais, ainda que de coração pesado.
Em Novembro recebi o frio com chá, livros e meias, recebi a Su para um fim de semana super especial e vivi nas estradas secundárias de forma muito especial. Em Novembro li como não o fazia há muito e isso fez-me muito feliz.
Em Dezembro montei um Natal único e especial e fiz uma dieta que não esperava, terminei o ano de sorriso metálico e a receber em casa mais um ser muito especial, a Alice, agora a Julieta já não passa os dias sozinha e eu apaixonei-me a dobrar, foi uma grande prenda de Natal.
2018 já começou, mas ainda me falta escrever algumas coisas sobre 2017, um último post, os últimos pensamentos, uma espécie de balanço que não o chega a ser.

3 comentários:

  1. Tão bom ler este post, loira. Recebe um abraço e festinhas para as bichinhas.
    Um feliz 2018!

    ResponderEliminar

Aqui não há censura...